terça-feira, 6 de outubro de 2026
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Poemas: detetive Mussum
Estou no meu escritório,
esperando um caso,
da mesma maneira que uma planta brotar.
A meia-luz cobre meus olhos,
quase fazendo uma prece
para qualquer entidade me ajudar.
Quando a porta rangeu,
uma moça, com seu vestido moldando um corpão,
me solicitou meu trabalho.
Agradeci ao santo que eu segurava nas mãos.
Ela disse que seu marido podia ter um caso
com outra mulher no trabalho.
Meus olhos brilharam;
achei que seria fácil.
Deu-me metade do dinheiro,
virou-se de maneira monumental,
balançou seus quadris
e, como um peixe na isca, me fisgou.
Tava na cara que era cilada.
Me fisgou,
mas sou um Mussum,
um peixe ensaboado,
e liso eu sou.
Ela veio com essa
pra cima de quem já se manca,
mas Mussum eu sou,
não caio fácil.
Peguei minha câmera,
fui no endereço que ela marcou.
Fedia a uma privada
que há muito tempo ninguém lavou.
Achei uma janela
que facilmente mostrava todo o lugar.
Como os olhos de uma águia,
procurava meu roedor.
Após um bom tempo,
nada ali tinha pra sondar.
Achei então que seria divertido
na armadilha me enrolar.
Aquela mocinha, uma baita safada,
tinha um corpo
estatelado no meio da sala,
e o fotografado fui eu.
Aí que começou a emoção.
Se eu não encarasse essa furada,
fui eu
que seria o cabra acusado.
E de lá tinha que me pirulitar.
Fui eu,
mas já tinha ideia de como iria terminar.
Ouvi os zumbidos das azeitonas,
nas paredes fazendo buracos.
Me escondi,
pronto pra revidar
se tentasse me dar algum balaço.
Com meu velho três-oitão,
dois jagunços pra vala mandei.
Quando a moça, com voz mansa,
queria barganhar.
Era pra eu ser, desse assassinato, o culpado,
mas liso eu sou
e já tinha algo preparado.
Mussum eu sou
e minha isca mandei.
Eu tinha avisado os meus
que, caso a barra pesasse,
por que Mussum eu sou.
E pegamos a moça safada
e o cúmplice danado.
Este caso fechei
com a grana completa em minhas mãos.
Eu não sou enganado.
Este caso fechei
com a femme fatale enjaulada,
seus boing-boings pulando,
pra comprar o carcereiro
que cuida da jaula.
Sou Mussum.
sábado, 3 de outubro de 2026
quinta-feira, 1 de outubro de 2026
EVANGELISTÃO
EVANGELISTÃO
( letra de música com teor sarcástico)
Fingimos ter paz de espírito
E as boas novas do reino pregar
Na TV aberta, nas ondas do rádio e na internet
Se tu piscares, nós estamos lá
Mostramos uma vida maravilhosa
Sempre com dinheiro
Se tu quiseres da mesma forma viver
Nos dê o seu dinheiro
Para que, com o tempo,
O Senhor possa empreender
Nossas regras sigam
E nunca deves do livro sagrado
Sua sabedoria tomar
Pois tu não tens a capacidade
De esse conhecimento domar
Tudo o que não vem do nosso lado
Deves evitar, pois é o demônio
Querendo te corromper
Os outros grupos de cristãos,
A umbanda e o candomblé
É o inimigo a te esculachar
Se a nossa família miliciana
Nas eleições vitória tiver
A nossa nação de Cristo vai enfim crescer
Nossa Senhora!
Não vai ser mais padroeira do país
Mas, para defender nosso miliciano,
Um juiz do Supremo vai nos defender
E censurar como se fazia na ditadura
Porque na nossa democracia
Liberdade de religião nunca mais vão ter
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Rascunho retrospectiva 2026
Pessoal, vou começar em novembro minha retrospectiva animada, comecei a escrever as rimas ( embora algumas ainda não tenha acertado).
Mandem ideias ou fatos que eu tenha ignorado, esquecido deste ano para complementar a letra.
Qualquer crítica, por favor Fassa mas mostre polidez
RASCUNHO LETRA DA RETROSPECTIVA 2026
Vai ter início mais uma retrospectiva
O ano de 2026 foi um grande apavoro!
Tecnologia por conta de ia estão ficando longe de mim
E todos nós torcemos para um bom ano novo!
A Venezuela foi invadida
E o Maduro foi sequestrado
Por causa de petróleo
Para esse país foi o fim
Ias tem rede social
Para ter crise de identidade
Tudo que postam
Seja donos ficam sabendo
Estados Unidos fez sua própria s s
Deportando todos que parecem ser de fora
Matando o povo
Por ser diferente
Big brother tem tortura agora
Desespero fica mais que evidente
Ninguém mexe um dedo
Caso desmaie no meio da prova!
No super bowl Seattle deu um show
Bad bunny em espanhol prós gringos cantou
Cantou! Cantou!
O ompa lumpa achou ruim
No carnaval um escola apresentou
Para o presidente sua vida mostrou
Mostrou! mostrou!
Caiu mesmo assim
Este ano foi de amargar
Calma não que chegou no fim
O Brasil tem herói do esqui na neve que foi a forra
Largou sua herança e européia
Ergueu a bandeira tupiniquim
Por que o morro é mais da hora
Vídeo game estão um absurdo
As empresas estão gastando tudo para fazer ias
Acabando a água do planeta
Mísseis Yankees acertaram uma escola
Matando crianças
Os novos nazista celebraram
Mas o Irã não iria deixar barato
Mostraram que não tinham armas nucleares
Mas drones baratos davam conta do recado
Bombou! Bombo!
Humilharam Trump sim
Na copa do mundo
O neymar mostro
Que é melhor no poker
Mas teimoso as chuteira não aposentou
A patinha machucou! Machucou
E casa de aposta divulgou
Este ano foi de amargar
Calma que já ta perto do fim
Ainda na copa do mundo
Os japas estão se achando
Levaram na cara
Pra dormir na cama quente
O mundo sabe o que é a Argentina
Um povo muito prepotente
Preconceituoso
Que pede dinheiro dá calote
E ainda mente
O Canadá não vai mais pra Disney
Las vegas ou nova Iorque
Por que laranja podre acha que pode comprar o país de forma inconsequente
O Michael Jackson é o rei das telas
Com a odisséia e o aranha dançou
Dançou! Dançou!
A bilheteria explodiu
A estrema direita acha que é dona da bola
Em alguns países ela com sua boca suja a terra tenta manchar
Imundos! Imundos!
Vão criar intriga no confins
Este ano foi de amargar
Calma que já ta perto do fim
Rascunho da letra da retrospectiva animada, ainda falta alguns meses, mas nada pra ter uma pequena noção de como foi o ano.
Sugestões, correções, mandem para poder melhorar a rima da letra que ainda tenho que lapidar.
Vai ter início mais uma retrospectiva
O ano de 2026 foi um grande apavoro!
Tecnologia por conta de ia estão ficando longe de mim
E todos nós torcemos para um bom ano novo!
A Venezuela foi invadida
E o Maduro foi sequestrado
Por causa de petróleo
Para esse país foi o fim
Ias tem rede social
Para ter crise de identidade
Tudo que postam
Seja donos dão curtidas
Estados Unidos fez sua própria s s
Deportando todos que parecem ser de fora
Matando o povo
Por ser diferente
Big brother tem tortura agora
Desespero fica mais que evidente
Ninguém mexe um dedo
Caso desmaie no meio da prova!
No super bowl Seattle deu um show
Bad bunny em espanhol prós gringos cantou
Cantou! Cantou!
O ompa lumpa achou ruim
No carnaval um escola apresentou
Para o presidente sua vida mostrou
Mostrou! mostrou!
Caiu mesmo assim
Este ano foi de amargar
Calma não que chegou no fim
O Brasil tem herói do esqui na neve que foi a forra
Largou sua herança e européia
Ergueu a bandeira tupiniquim
Por que comemorar no morro é mais da hora
Vídeo game estão um absurdo
As empresas estão gastando tudo para fazer ias
Acabando a água do planeta
Na sua bolha tentar lucrar
Mísseis Yankees acertaram uma escola
Matando crianças
Os EUA e Israel (novos nazista) celebraram
Mas o Irã não iria deixar barato
Mostraram que não tinham armas nucleares
Mas drones baratos davam conta do recado
Bombou! Bombo!
Humilharam Trump sim
Na copa do mundo
O neymar mostro
Que é melhor no poker
Mas teimoso as chuteira não aposentou
A patinha machucou! Machucou
E casa de aposta divulgou
Este ano foi de amargar
Calma que já ta perto do fim
Ainda na copa do mundo
Os japas estão se achando
Levaram na orelha
Pra ver se aprende
Voltaram pra casa
Pra dormir na cama quente
O mundo sabe o que é a Argentina
Um povo muito prepotente
Preconceituoso
Que pede dinheiro dá calote
E ainda mente
O Canadá não vai mais pra Disney
Las vegas ou nova Iorque
Por que laranja podre acha que pode comprar o país de forma inconsequente
O Michael Jackson é o rei das telas
Com a odisséia e o aranha dançou
Dançou! Dançou!
A bilheteria explodiu
A estrema direita acha que é dona da bola
Em alguns países ela com sua boca suja a terra tenta manchar
Imundos! Imundos!
Vão criar intriga no confins
Este ano foi de amargar
Calma que já ta perto do fim
terça-feira, 1 de setembro de 2026
domingo, 30 de agosto de 2026
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
O hino dos estragos f@didos
Vamos todos cantar
O som da prisão
Que irá nos trancar
Neste terra sem pão
Onde a liberdade é uma miragem
Decadente e sem visão
Onde o preconceito se tornou lugar
De uma esperança que não
Brilhou neste lugar
Que estoura canhões
E inocentes alvejar
Clamando por proteção
Neste inferno onde no carro vai morar
Que o deus do dinheiro seja amaldiçoado
Pelos calos que em minhas mãos fizeram
E se jactam ser free
Procurem um lugar melhor
Let us all sing
The sound of the cell
That will lock us away
In this breadless hell
Where freedom is a mirage
Fading, lost to sight
Where prejudice took the stage
In place of a hope bright
That never shone on this land
Where cannons roar and shatter
And innocent people fall
Pleading for safety through the splatter
In this hell where a car becomes home
May the god of money be cursed
For the calluses carved in my hands
While they boast of freedom at its worst
Go seek a better place.
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
sábado, 15 de agosto de 2026
terça-feira, 11 de agosto de 2026
segunda-feira, 10 de agosto de 2026
domingo, 9 de agosto de 2026
terça-feira, 4 de agosto de 2026
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
quarta-feira, 29 de julho de 2026
terça-feira, 28 de julho de 2026
quinta-feira, 23 de julho de 2026
terça-feira, 21 de julho de 2026
segunda-feira, 20 de julho de 2026
domingo, 19 de julho de 2026
terça-feira, 14 de julho de 2026
terça-feira, 7 de julho de 2026
sexta-feira, 3 de julho de 2026
quinta-feira, 25 de junho de 2026
quarta-feira, 17 de junho de 2026
terça-feira, 9 de junho de 2026
segunda-feira, 8 de junho de 2026
domingo, 7 de junho de 2026
quarta-feira, 3 de junho de 2026
terça-feira, 2 de junho de 2026
quinta-feira, 28 de maio de 2026
segunda-feira, 25 de maio de 2026
Páginas do Zine rosa dos ventos cultura bunka
quinta-feira, 21 de maio de 2026
terça-feira, 19 de maio de 2026
sexta-feira, 15 de maio de 2026
quinta-feira, 14 de maio de 2026
terça-feira, 12 de maio de 2026
segunda-feira, 11 de maio de 2026
domingo, 10 de maio de 2026
CALMA: O Guia do Improvável Residente de Outro Mundo primeiro arco
CALMA: O Guia do Improvável Residente de Outro Mundo
Episódio 1 — Recontextualizado
Em uma tarde de quarta-feira, na zona rural do Reino de Jeto — a principal nação do continente de Bill —, um brilho destacou-se no céu azulado, movendo-se em velocidade impressionante até provocar um grande estrondo ao tocar o solo.
A poeira levantada dificultava a visão do objeto que acabara de formar uma pequena cratera. Quando a terra assentou, notou-se a presença de um jovem deitado; ele permaneceu imóvel por alguns segundos até finalmente se levantar, colocando as mãos na cintura, visivelmente confuso sobre onde se encontrava.
O rapaz tinha pelo menos um metro e setenta de altura, pele escura, cabelo crespo e curto, vestia uma camiseta clara, calça de moletom, chinelos Havaianas e carregava uma mochila nas costas. Enquanto observava o cenário ao redor, uma voz o surpreendeu:
— Olá! Seja bem-vindo ao Reino de Jeto!
Pegos de surpresa, ele olhou para todos os lados, tentando descobrir de onde vinha aquela voz misteriosa.
— Quem disse isso? — perguntou, ainda olhando atentamente para cada canto.
— Fui eu! Aqui dentro!
Foi então que percebeu que o som vinha da própria mochila. Cautelosamente, abriu o compartimento e ficou ainda mais surpreso ao ver que se tratava de um livro de capa esverdeada, onde se lia em letras grandes: CALMA: O Guia do Improvável Residente de Outro Mundo.
— Mais uma vez: Olá! Seja bem-vindo ao Reino de Jeto. Por favor, diga-me o seu nome?
Com uma expressão de estranhamento, ele respondeu:
— Douglas. Douglas Magal.
O livro abriu-se sozinho e exibiu um trecho específico:
“Isekai é o termo técnico para o que acontece quando o Universo decide que você é a peça sobressalente de um quebra-cabeça que ele já desistiu de montar. Se você se encontra em um campo de trigo, cercado por camponeses que falam uma língua composta 80% por vogais e 20% por medo de impostos, parabéns: você foi ‘recontextualizado’.”
Em seguida, o livro fechou-se. Com um semblante de total confusão, o jovem perguntou — indagando-se por que estava conversando com um objeto que não conhecia até instantes antes:
— Certo! Agora, o que eu faço?
O livro abriu-se novamente:
“A primeira coisa a fazer é verificar se você recebeu uma ‘Habilidade Única’. Se a sua habilidade for ‘Culinária Instantânea’ ou ‘Conversar com Samambaias’, não desanime; no grande esquema das coisas, isso é muito mais útil para a longevidade do que ‘Espada Flamejante de Sangue’ — que costuma atrair impostos de importação divinos e monstros com problemas de autoafirmação.”
Douglas olhou para um pergaminho que estava dentro da mochila, onde estava escrito: Especialidade: Fazer pão de queijo e correr em qualquer superfície.
— Ótimo, virei o “Chesus”! — reclamou, irritado por ter duas habilidades que pareciam completamente inúteis.
O livro logo o avisou:
— Não se preocupe, não existe tal entidade mitológica neste mundo. Aqui há magos aos montes, e a capacidade de andar em qualquer superfície é algo que se aprende na esquina de qualquer guilda de ladinos.
Nesse momento, ouviram-se sons vindos da grama. Douglas olhou na direção do ruído e avistou um slime. O Guia apressou-se e perguntou:
— Veja se há alguma coisa útil na sua mochila!
Ao revistá-la rapidamente, ele encontrou um pedaço de pau com um prego na ponta.
— Tenho isso aqui.
O livro exclamou:
— Perfeito! Agora, acerte o núcleo desta criatura!
A batalha começou. O slime teve a iniciativa, mas Douglas aproveitou que estava perto de um morro: correu pela encosta, saltou e acertou a pequena poça de gosma bem no centro. A criatura desfez-se imediatamente. Mesmo com o esforço relativamente pequeno, o rapaz ficou ofegante e, por curiosidade, consultou o livro para saber o que acabara de enfrentar.
O GIROM (sigla para Guia do Improvável Residente de Outro Mundo) define o Slime não como um monstro, mas como um “Erro de Renderização da Natureza”:
“É o único ser vivo que consegue ser, simultaneamente, um predador perigoso e um excelente substituto para sabonete líquido — caso você não se importe em perder algumas camadas de pele no processo. Dica do Guia: Se ele tentar te comer, finja ser um objeto inanimado. Slimes têm a atenção de uma beterraba.”
Revirou os olhos após ler o texto e reclamou:
— Agora você me diz isso?!
Ele aproximou-se do que restou da criatura e pegou um copo que carregava na mochila.
— Será que dá para vender essa gosma em algum lugar?
O livro respondeu que sim. Não querendo permanecer naquele lugar onde os perigos já tinham aparecido, o jovem perguntou:
— GIROM, sabe para qual lado fica a aldeia mais próxima?
O guia possuía também um mapa, e mostrou que o ponto mais próximo do que se podia chamar de civilização ficava ao norte. Douglas não pensou duas vezes e seguiu naquela direção.
Episódio 2 — Monólogo e Cerveja
Depois de alguns dias de viagem, sem grandes surpresas desagradáveis, surgiu em uma estrada aberta um elfo parado à beira do caminho. De braços cruzados, ele tinha cabelos loiros e compridos, vestia uma camiseta verde, um colar ornamentado no pescoço, calça justa da altura do joelho até a canela e sapatilhas escuras com detalhes em forma de asa no calcanhar — e, como era de se esperar, orelhas pontudas.
O GIROM abriu rapidamente uma página com o verbete correspondente:
“Os elfos são seres que sofrem de um caso grave e incurável de ‘superioridade estética’. Vivem em florestas tão limpas e organizadas que fazem um centro cirúrgico parecer um chiqueiro. A característica mais irritante dos elfos não são as orelhas pontudas, mas o fato de que parecem ter acabado de sair de um comercial de xampu, mesmo após uma batalha de dez dias. Se você perguntar as horas a um elfo, ele provavelmente responderá com um poema de quarenta minutos sobre o nascimento das estrelas — algo poeticamente belo, mas tecnicamente inútil se você estiver tentando não perder o último ônibus para Gondor.”
Douglas continuou andando, mas hesitou por um instante. Com uma leve dúvida, perguntou:
— Senhor elfo! Ainda estou muito longe de alguma aldeia próxima?
Foi aí que ele se arrependeu de ter feito a pergunta: elfos não são apenas prolixos para falar das horas, mas para dar qualquer tipo de informação. Os minutos passaram no ritmo do crescimento da grama. Douglas conseguia ver as palavras saindo da boca do elfo em um monólogo com o mesmo entusiasmo de preguiças em um desfile de carnaval. Foi então que lembrou-se da observação do guia sobre os cabelos sempre sedosos.
— Nossa, como o seu cabelo é bonito! — arriscou Douglas, numa tentativa de interromper o discurso.
— Nossa! Muito obrigado! Você não faz ideia do trabalho para manter tudo tão macio, ao ponto de balançar com qualquer brisa. Consigo até saber a direção para onde o vento sopra, de tão sensíveis que são os meus fios!
O elfo empolgou-se tanto que ignorou completamente a presença de qualquer outra pessoa ao redor. Douglas, aproveitando a deixa, afastou-se devagar e rapidamente para bem longe daquela perda de tempo.
Aliviado por ter saído de perto do elfo e imaginando que nada mais poderia estragar o seu dia, ele não poderia estar mais enganado. Mais adiante no caminho, havia uma montanha e, próximo à entrada, um ser pequeno — cerca de um metro e vinte de altura, mas muito largo de ombros. Tinha uma barba grisalha que chegava até a cintura, vestia uma camiseta sem mangas, um colete marrom, botas gastas na cor da terra e segurava uma caneca de cerveja do tamanho da sua própria cabeça.
O guia não perdeu a oportunidade e exibiu mais um texto:
“Anões são criaturas que decidiram, como espécie, que o conceito de ‘ar puro’ e ‘horizonte’ era superestimado. Preferem viver dentro de pedras, batendo em outras pedras para extrair pedras mais brilhantes. O anão médio possui duas prioridades na vida: a integridade da sua barba e a densidade da sua cerveja. São as únicas criaturas capazes de passar três séculos discutindo sobre a inclinação correta de um túnel de ventilação, mas incapazes de admitir que talvez um teto de dois metros de altura seja uma boa ideia para os convidados.”
Com um suspiro de pura frustração antes de se aproximar, Douglas cumprimentou:
— Olá, mestre anão! — Fez um gesto cordial e educado, pedindo mentalmente para poder passar sem qualquer enrolação desnecessária.
O anão apenas ergueu a sua “humilde” caneca:
— Olá, forasteiro! O que deseja por aqui? — perguntou, tomando um longo gole logo em seguida.
— Vejo que a estrada continua pela entrada da sua terra. Tenho permissão para passar?
O anão lançou-lhe um olhar de surpresa, como se estivesse vendo alguém que acabara de cair do céu — o que, de fato, não estava muito longe da verdade.
— É só seguir o caminho! — respondeu, apontando a direção com a mão que segurava o recipiente.
Inclinando-se, pois o túnel tinha apenas um metro e meio de altura, Douglas sentiu as costas pedirem perdão por todos os pecados cometidos em vidas passadas. Por sorte, o teto baixo estendia-se por apenas cinco metros. Depois disso, ele pôde ficar em pé novamente, já dentro da cidade anã de MONTEKIKA — o lugar onde se vende mais joias e cerveja para um terço de todo o reino.
Ele observou o dia a dia local: realmente, os anões só trabalhavam na pedra e produziam cerveja. Tudo isso acompanhado por uma pequena sinfonia de arrotos bem afinados, que “cantavam” um épico sobre a superioridade deles na joalheria. Em certo momento, um barítono errou o ritmo do arroto e foi expulso da orquestra, saindo de cabeça baixa e emitindo sons baixos e desanimados.
De repente, um grito ecoou de uma caverna na esquina: era um ataque de orcs! Os invasores, em grande número, causavam dificuldades para a defesa local. A orquestra posicionou-se e soltou um grito sônico através dos seus arrotos, desestabilizando os inimigos e afugentando uma boa parte deles. Nisso, uma estalactite estava prestes a cair em cima de um jovem anão. Douglas correu, impulsionou-se na parede e, com um salto, afastou o pequeno cidadão do perigo.
— Você está bem? — perguntou, após tirá-lo do risco.
— Tô sim, tio! — respondeu o jovem com um sorriso, ainda sentindo a adrenalina do momento.
Os moradores agruparam-se ao redor de Douglas, todos com expressões sérias e armados com machados e maças. Ele pensou consigo mesmo: “Fudeu! Agora eu tô ferrado de verde e amarelo!”, já imaginando que seria “recontextualizado” — ou seja, morto.
— Obrigado por salvar o meu filho, estrangeiro! — exclamou a mãe do jovem, aproximando-se e erguendo a criança nos braços.
A população comemorou a vitória e, antes de Douglas seguir viagem, o jovem que ele salvou entregou-lhe uma garrafa de cerveja tradicional dos anões. Enquanto ele se inclinava novamente para passar pela saída, o GIROM abriu outra página:
“Orcs são o resultado biológico de alguém que tentou projetar um exército usando apenas peças de reposição de um moedor de carne e muita raiva acumulada. Eles não são inerentemente maus; apenas possuem uma filosofia de vida baseada na ‘redecoração destrutiva’. Para um orc, a diplomacia é algo que acontece entre o machado de alguém e o pescoço de outra pessoa. Sua culinária é notável por ser a única no multiverso considerada ‘perigosa’ mesmo depois de totalmente cozida.”
Episódio 3
Já tendo se livrado do elfo tagarela e ganhado uma boa bebida dos anões, Douglas continuou o seu caminho em direção a um vilarejo humano. Mesmo tendo passado algum tempo na cidade subterrânea, ele sabia que provavelmente nunca se adaptaria à falta de janelas, à necessidade de sair da montanha para ver a luz do sol, a ter que andar sempre com a cabeça baixa, a ter roupas impregnadas de poeira de pedra ou, simplesmente, a encher os pulmões de ar carregado de silício.
Ao perceber que as árvores tornaram-se abundantes ao seu redor, o seu ágil companheiro enciclopédico — movido tanto pela astúcia quanto por puro tédio, diante da calmaria da viagem — iniciou uma conversa:
— Já se perguntou por que um Lobo da Floresta ou um Rato Gigante carrega 15 moedas de ouro no estômago?
— Não! Por quê?
— A verdade é que monstros não comem dinheiro. Na realidade, o universo conta com um “Sistema de Cashback Biológico”. Quando uma criatura morre de forma dramática nas mãos de um “protagonista”, a realidade sofre uma pequena alteração e converte a energia vital do ser morto em moeda corrente local, apenas para não quebrar a economia da região.
— Você está inventando isso, não está? — respondeu Douglas, apenas para manter a conversa e tentar entender melhor o seu acompanhante de capa verde. — O que mais você tem para me contar?
— O GIROM define a Necromancia não como uma escola de magia das trevas, mas sim como um “Mecanismo de Luto Mal Resolvido”. Segundo o Guia, 99% dos Lordes das Trevas começaram a sua jornada apenas porque não queriam levar o lixo para fora sozinhos ou porque sentiam muita falta do seu gato de estimação.
— Espera aí! Você está me dizendo que muitos vilões deste mundo são como o pai do filme Cemitério Maldito, do Stephen King? Aquele que, por causa da filha, enterra o gato em um cemitério indígena só para trazê-lo de volta como zumbi? — perguntou Douglas, ao mesmo tempo empolgado, assustado e surpreso com a informação.
— Temos um nerd no recinto! — o GIROM zombou do seu companheiro de viagem.
De repente, uma faca passou raspando bem próximo à sua orelha. Douglas pediu mentalmente para que quem tivesse atirado não tivesse Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), para não tentar repetir o ato do outro lado da cabeça. Guardou o livro rapidamente, segurou firme o seu pau com prego à frente do corpo e gritou:
— Saiam de trás da moita, seja lá quem for!
Ao invés de se esconder ou procurar abrigo, o rapaz — que alguns poderiam chamar de imprudente — ficou parado, esperando ser atacado de frente. Por sorte, o que surgiu por entre as folhagens era bem menos assustador do que ele imaginava: um grupo de aventureiros formado por um bardo, um bárbaro, um mago e um ladino.
— Calma, pessoal! É só um morador de rua perdido, não é um kobold nem um slime — disse o ladino, com expressão de frustração.
— Quem são vocês? — perguntou Douglas, claramente segurando a bexiga para não molhar as calças de tanto medo.
O bardo se apresentou como Salgood. Era levemente mais alto que Douglas, tinha cabelos espetados e vestia uma túnica com capuz e mangas compridas, onde escondia claramente uma adaga. Usava calças bufantes, tinha nariz arrebitado, pele morena e carregava uma aljava onde guardava itens para manter a garganta saudável — como spray de limão. Também trazia um alaúde e uma flauta amarrados às costas.
O segundo a se apresentar foi Kenan, o bárbaro: um homem enorme, devia ter facilmente dois metros de altura. Vestia um sobretudo escuro com o que pareciam ser penas na gola. Carregava uma espada de duas mãos e usava calça preta de cintura baixa, amarrada com cordas que também prendiam a bainha da arma. Suas botas pareciam coturnos desgastados; tinha cabelos longos e castanhos, presos por uma faixa na testa e uma trança que completava o visual.
Em seguida, foi a vez de Emanuel, o mago, que chamou a atenção ao fazer um pequeno truque com fogos de artifício. Vestia uma túnica pomposa de tom azul-celeste (ou algo parecido, pois o desgaste tornava a cor difícil de definir), que poderia ser facilmente confundida com um roupão de banho. Usava um cinto que parecia feito de purpurina — brilhava excessivamente para algo que vivia na sombra. Tinha cabelos lisos, curtos e com tons azulados, além de óculos que ajeitava com o dedo médio, num gesto que parecia feito propositalmente para ofender quem o olhasse.
E, por fim, Dudu, o ladino. Tinha uma aparência que parecia ter saído diretamente de um desenho: parecia um coadjuvante da Akatsuki, de Naruto, totalmente genérico. Vestia um manto preto com detalhes de círculos e triângulos vermelhos, tão comum quanto se pode imaginar — e ainda usava uma bandana, para completar o visual.
Episódio 4
Os aventureiros levaram Douglas para conhecer o acampamento. Ainda um pouco tonto e cambaleante, ele perguntou onde eles costumavam ir para se aliviar na floresta. Kenan apenas respondeu:
— Vai em qualquer lugar! — e deu um tapa forte nas costas do rapaz, como se estivesse apenas indicando uma direção.
Douglas começou a caminhar para o lado oposto ao que tinham vindo, mas os outros o impediram imediatamente. Salgood, desesperado, gritou:
— Não vai por aí! Ali tem um riacho, faz na beira da estrada mesmo!
Os outros membros do grupo comentaram entre si, visivelmente irritados com o companheiro musculoso:
— Tinha que ser o bárbaro, mesmo…
Depois que Douglas resolveu sua necessidade e “tirou a água do joelho”, eles se reuniram novamente para conversar.
— Estou à procura de um vilarejo humano — explicou ele, sem esconder a alegria de encontrar finalmente pessoas da sua espécie. — Quero arrumar trabalho, um lugar para ficar e depois ver como as coisas vão caminhando por aqui.
Emanuel suspirou e explicou, coçando a cabeça e com os ombros caídos, num claro sinal de derrota:
— Nós estamos numa missão de Ranking E. Nosso objetivo é coletar gosma de slime e pele de kobolds, mas até agora não encontramos absolutamente nada.
— Você está de sacanagem comigo?! — exclamou Douglas, com os olhos brilhando tão forte quanto um farol. Imediatamente, ele pegou o copo onde guardara o que restou da criatura que o atacou no início da viagem. — Isso serve para alguma coisa? Fui atacado por um desses alguns dias atrás.
Os quatro agradeceram animados, mas antes que pudessem pegar o recipiente, Douglas o afastou e disse:
— Eu entrego tudo… com uma condição!
Todos perguntaram ao mesmo tempo, esperando alguma exigência abusiva da parte do viajante desconhecido:
— Que condição?
— Dividam tudo o que conseguirem comigo e me levem até a aldeia onde vocês moram!
Eles se entreolharam, ficaram em silêncio por um instante, inclinaram a cabeça para o lado e, de repente, todos abriram um sorriso de quem tinha levado uma grande vantagem.
— Tudo bem, então. Vamos fechar negócio — disse Salgood, satisfeito.
Douglas abriu o guia para ler o que dizia sobre os kobolds:
Kobolds: Classificados como “Engenheiros Civis com Complexo de Inferioridade”. O Guia alerta que o maior perigo de um kobold não é a sua lança, mas o fato de que, enquanto você ri da aparência dele, provavelmente acabou de pisar numa placa de pressão que vai disparar quarenta colmeias de abelhas flamejantes diretamente no seu nariz.
Ele fechou o livro logo em seguida, achando que não havia ali nenhuma informação que pudesse ajudar no que precisava. Mas então parou e pensou consigo mesmo: “Espera um pouco… o GIROM citou armadilhas e placas de pressão! Hum…”. E o que antes parecia inútil agora fazia todo sentido.
— Kenan! — chamou ele. — Onde é que os kobolds costumam viver?
O bárbaro pensou por um bom tempo, mas não fez ideia. Repetiu a pergunta para cada um dos companheiros, até que Emanuel e Dudu responderam em coro:
— Numa masmorra!
Novamente, o silêncio tomou conta do grupo. Pareciam ter aceitado a missão sem ler os detalhes mais básicos, como por exemplo, onde os alvos viviam. O livro abriu-se sozinho mais uma vez e mostrou a definição de aventureiros:
O GIROM define um Grupo de Aventureiros não como uma equipe heroica, mas sim como um “Experimento Social de Alta Periculosidade e Higiene Duvidosa”. Segundo o Guia, um grupo se forma quando quatro ou cinco pessoas, cada uma com traumas psicológicos diferentes, decidem que é mais seguro enfrentar dragões milenares do que arrumar um emprego com carteira assinada.
— Acho que é a primeira vez que concordamos plenamente com o livro — pensou Douglas, respirando fundo e sentindo que talvez tivesse entrado numa grande enrascada. — Senhores… onde fica a masmorra mais perto daqui?
Dudu apontou rapidamente para a direita, mas os outros três bateram em sua mão para obrigá-lo a abaixá-la. Quando Douglas virou o rosto para onde ele tinha apontado, deu de cara com a entrada escura e imponente de uma masmorra, bem ao lado do lugar onde estavam acampados.
— Como é que eu não percebi isso bem aqui do meu lado?!
Episódio 5
Ainda encarando com surpresa a entrada da masmorra que ele não havia percebido antes, Douglas perguntou, com os braços cruzados e batendo o pé no chão, já esperando a resposta mais idiota possível:
— Se vocês sabiam exatamente onde essas criaturas vivem, o que estavam esperando para ir até lá buscar o que precisavam?
Todos tentaram desconversar com desculpas esfarrapadas: “Ah, ontem era dia de banho…”, “Minha deusa não me permite trabalhar aos sábados…”, “Eu iria, mas só se o desfile de Carnaval caísse em junho…”.
Até que Kenan deu um passo à frente e foi direto ao ponto:
— Nós pensamos que, se ficássemos só de vigia, um slime ou um kobold iriam aparecer por aqui e facilitar o nosso trabalho!
Douglas quase saiu correndo dali de tanta raiva, com a veia da testa tão inchada que parecia prestes a estourar:
— E há quanto tempo vocês estão esperando por isso?
— Já faz uma semana — respondeu Emanuel, na sua tradicional pose de derrota, ombros caídos e cabeça baixa.
— E de quem foi essa ideia brilhante? — perguntou Douglas, começando a entender perfeitamente o tom de deboche que o GIROM costumava usar.
Salgood ergueu a mão e se explicou:
— Posso ser o membro menos útil em batalha, mas não vou colocar o meu grupo em risco sem ter certeza de que temos chance de sair inteiros de um lugar desses.
Douglas se sentou, sentindo-se um pouco mal por ter considerado o grupo um bando de incompetentes; afinal, eles só estavam evitando um perigo desnecessário.
Foi então que uma ideia passou pela cabeça do rapaz, e ele logo contou o seu plano para o GIROM.
Dica de Sobrevivência: Se você estiver montando um grupo equilibrado, certifique-se de que ninguém tenha ideias muito brilhantes. Ideias brilhantes costumam atrair raios, maldições e a atenção indesejada de deuses que estão entediados numa tarde de terça-feira.
— Você também não ajuda muito, hein! — reclamou Douglas, desconfortável ao perceber que o livro sempre tinha uma resposta sarcástica para tudo o que ele pensava ou fazia.
Ele então foi até o grupo e perguntou:
— Salgood, como bardo, você não teria alguma técnica onde o som da sua voz pode localizar objetos ou pessoas? Ou talvez você, Emanuel, tenha algo que sirva para detectar presença ou movimento em locais apertados? — Por um instante, ele até pensou que tivesse contraído alguma doença élfica, de tão longa e enrolada que tinha sido a pergunta.
A ideia agradou o menestrel imediatamente. Ele foi até os companheiros, explicou o plano do andarilho de chinelos, e todos vieram até onde estava Douglas.
— Sua ideia é muito boa! — disse Salgood. — Kenan tem uma habilidade parecida com a dos morcegos, de usar o som para saber o que está ao redor. Mas infelizmente falta uma coisa para que ela funcione como deve.
— E o que seria? — indagou Douglas.
— Uma dose de cerveja anã — avisou Kenan, sério.
— Ah, não! — reagiu Douglas, pasmo.
— Eu não disse “não”, eu disse anã — corrigiu o bárbaro.
— Ah, não mesmo! — insistiu Douglas.
— Ah, sim, é isso mesmo — confirmou Emanuel.
— Ah, não… — suspirou Douglas.
Os quatro o encararam ao mesmo tempo, já perdendo a paciência:
— Dá para parar com isso? Parece o bordão de algum conto de fadas mal escrito!
— Desculpa… é que essa coincidência é grande demais para ser verdade — disse ele, tirando da mochila a garrafa de cerveja que tinha ganhado dos anões.
— Cara, que maravilha! Que bom que você está com a gente! — exclamou Dudu, pegando a bebida e entregando-a para Kenan.
O bárbaro virou tudo de um gole só, se virou na direção da entrada da masmorra, ajeitou a garganta e soltou um sonoro e estrondoso: Buuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuurp!
O barulho sacudiu tudo ao redor por quilômetros, com uma força comparável à de Vegeta liberando todo o seu poder na Saga dos Saiyajins, em Dragon Ball Z.
Aves, roedores, veados, javalis e até grandes predadores fugiram apavorados, pois aquele som, para eles, era exatamente igual ao rugido de uma dragão fêmea com TPM — e florestas inteiras já tinham sofrido com a fúria de fêmeas de dragão passando por esse período.
Até o vilarejo mais próximo, acreditando que uma dragão fêmea estava “naqueles dias”, mandou todos os moradores para locais seguros e afastados.
Quando o barulho finalmente cessou, ouviu-se outro estrondo, mais baixo no início, mas que foi crescendo cada vez mais… até que uma multidão enorme saiu correndo da masmorra: koboldes, slimes, esqueletos, armaduras vivas e todos os tipos de criaturas que vivem em masmorras, fugindo desesperadamente do que pensavam ser uma ameaça sonora demoníaca.
No meio da confusão, cada um dos aventureiros derrotou rapidamente um ou dois de cada espécie que precisavam coletar, e saíram de lá o mais rápido possível — antes que a legião de monstros, que agora estavam um pouco… chateados, descobrissem que tudo não passava de uma pegadinha de aventureiros de Ranking E.
Já bem longe da masmorra e a salvo, o grupo seguiu em direção ao vilarejo, extremamente felizes: tinham conseguido tudo o que precisavam, e ainda por cima não teriam que dividir os lucros com ninguém na guilda.
terça-feira, 5 de maio de 2026
segunda-feira, 4 de maio de 2026
CALMA: O Guia do Improvável Residente de Outro Mundo" (Ou, para os íntimos, o GIRON)














































